quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

"With Blackbirds following me..."

Que tal um pouco de música boa? Estava aqui escutando Blackbirds, de Linkin Park, da trilha sonora do jogo 8 Bit Rebellion. *que até hoje não joguei, mas morro de vontade*
Essa música tem a letra muito interessante, e sua batida penetra até na alma.









Pássaros Negros
Eu tremo e agito o quente ar frio
Estou sozinho comigo mesmo
Em cada erro, eu cavo este buraco
Através da minha pele e dos ossos

É mais difícil começar de novo
Do que nunca ter mudado

Com pássaros negros me seguindo
Eu estou cavando a minha cova
Eles se aproximam, me engolindo
A dor, ela vem em ondas
Estou recebendo de volta o que eu dei

Eu suo nos lençóis com a luz do dia se apagando
Conforme eu desvaneço
Fico preso em erros que cometi
Esse é o preço que eu pago

É mais difícil começar de novo
Do que nunca ter mudado

Com passáros negros me seguindo
Eu estou cavando a minha cova
Eles se aproximam, me engolindo
A dor, ela vem em ondas
Estou recebendo de volta o que eu dei

Eu caio no chão como eu fazia antes
Pare de ficar olhando
Estou tossindo
Eu não posso mais
O que quero e preciso estão em guerra constante
Como um poço cheio de veneno
Um caroço podre
O sangue flui fino
A febre dá pontadas
E eu tremo pelo inferno que trazem estes hábitos
Deite os doentes
Os sinos vão tocar
Coloque moedas sobre os olhos
Deixe os homens mortos cantarem




Desafio Leitura Nacional

Bem, por indicação do Blog Thunder's Empire, fui convidada a fazer este desafio.

1- Quantos livros nacionais há na sua estante?

Bem, eu tenho Dom Casmurro, A Moreninha, O Segredo da Casa Amarela, O Crime do Padre Amaro, Rômulo e Júlia - os caras pintadas, Meu Negro Amor e O Senhor da Chuva.

2- Quando e qual foi o último livro nacional que você comprou?

O Senhor da Chuva, acho que em 2009.

3- O que achou dele?

Achei ótimo, inclusive quero ler mais de André Vianco. Ele é o cara em suspense e histórias de terror aqui no Brasil. Veja o post sobre essa obra em O Senhor da Chuva, por André Vianco.

4- Dentre os livros que você já leu, qual mais te desagradou e qual mais te surpreendeu?

O Crime do Padre Amaro foi o que mais me desagradou, e fora O Senhor da Chuva, eu confesso que adoro a história de Dom Casmurro.

5- O que acha que falta aos autores nacionais para que a barreira do preconceito dos leitores seja vencida?

Em questão de histórias boas e atrativas, acho que não falta nada, pois os livros que eu tenho e mais os outros livros que já li são excelentes. Acho só que falta, por parte das próprias editoras e dos leitores, mais divulgação.

6- Cite três livros nacionais que você espera ler em breve:

Vixi, é complicado, não consigo pensar em nenhum agora. Mas sempre tem um livro que eu já ouvi falar e que tenho vontade de ler sim, sendo nacional ou não.

7- Indique 5 Blogs para responder à esse desafio:

Ah, eu indico no futuro, quando conhecer mais Blogs ^^

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Capítulo 05


Jéssica sentiu pontadas de dor por todo o corpo antes de abrir os olhos. Ainda se sentia tonta e confusa enquanto tentava se lembrar o que acontecera. Percebeu que estava deitada sob uma imensa mangueira. Não conseguia enxergar o céu, pois seus galhos eram muito densos, mas soube que já havia parado de chover. Devagar foi se sentando, e imagens embaçadas de Negrinho assustado e saltando, um cavalo cor-de-terra e muita chuva iam se juntando em sua cabeça.
 Espreitou os olhos para tentar enxergar através da escuridão, mas não conseguia enxergar dois palmos à frente de seu nariz. Ouviu passos e barulho de mastigação adiante, então pensou em Negrinho e no cavalo cor-de-terra por ali, sossegados. O vento da noite estava frio e penetrava através de suas roupas molhadas. Mesmo assim sentira um calafrio correr por sua espinha quando o percebeu se aproximando por trás.
 Apesar de uma fraca e tremeluzente luz de lampião tê-lo denunciado, Jéssica sabia que sentiria sua presença até mesmo no escuro. Ficou esperando, imóvel, até que ele lentamente a contornasse e se sentasse de frente para ela. Então levantou os olhos e encarou aquele que a salvara.
 Perante a pouca luz, ela não podia enxergar muita coisa, mas viu seus lábios se moverem quando falou, a voz grave.
 – Bem, estava esperando você acordar. – Jéssica achou a declaração óbvia demais e continuou calada. Mas ele não pronunciou nada além disso, e demorou algum tempo para que a garota percebesse que ela deveria agradecê-lo.
 – Obrigado por me tirar de Negrinho naquele momento. Eu realmente estava com problemas. – disse, tentando olhá-lo nos olhos.
 – Não tem de quê. Eu teria feito por qualquer um – O garoto olhara para o lado, mexendo as duas mãos constantemente. Ao ouvir isso, Jéssica estranhamente sentiu um nó em sua garganta, mas deixou de lado quando o rapaz voltou a fitá-la – Meu nome é José Neto, mas pode me chamar de Neto.
 – Meu nome é Ana Jéssica, mas pode me chamar de Jéssica – riu de si mesma ao se ouvir falando. Quase nunca dizia seu primeiro nome para alguém.
 – O que foi? O que é engraçado? – Neto ficara curioso ouvindo-a rir daquele jeito.
 – Não é nada. É que eu não gosto do Ana, mas deixa pra lá.
 À meia luz, Neto fez cara de confuso e Jéssica parou de rir. Os dois se encararam por alguns instantes, mudos. Jéssica sentiu os pêlos de seus braços eriçarem com o frio. O silêncio que caíra entre os dois era ensurdecedor, e ela se pegou prendendo a respiração. Ela não podia pensar em um motivo racional, mas sentia que naquele momento seria capaz de fazer qualquer coisa. Sentia-se também mais livre que as correntes marítimas que iam e vinham, de lá para cá pelo globo. Mas sabia que não conseguiria se livrar das grossas cordas imaginárias que a prendiam no olhar dele. Jéssica não se preocupou em permanecer daquele jeito para sempre, mas, como a falta de energia que de repente provoca o breu total em uma cidade inteira, Neto se desligou da conexão, empertigando-se, e olhou em direção aos cavalos.
 – Em que você estava pensando para cavalgar com aquele tempo? – Neto perguntou, soando áspero demais para Jéssica.
 Ela estava incrédula com o tom que ele usara e arrependida por ter se sentido tão vulnerável por sua presença. Arrependeu-se também por ter parado ali, no meio do nada, com aquele estranho completo e por ter saído da fazenda de seu avô cavalgando Negrinho. Pensando em tudo isso e sentindo muita raiva, Jéssica se levantou e deu as costas para ele, caminhando alguns passos em frente. Sentia-se exausta e um nó apertado formou-se em sua garganta. Respirou fundo várias vezes, controlando-se para não chorar.
 Neto soltou um longo e alto suspiro e se levantou. Lentamente, aproximou-se de Jéssica, parando a poucos centímetros. Ela não queria olhar para ele novamente, e ficou grata por ele ter deixado o lampião para trás. Mas Neto simplesmente permaneceu ali, sem se mover e respirando ruidosamente. Jéssica contou várias batidas de coração até que ele falasse novamente.
 – Olha, Jéssica, me desculpe. Você não tem que responder nada para mim. – disse com a voz controlada, quase soando carinhoso – O importante é que você está bem. Agora, me diga onde você mora para eu poder levá-la – ele pigarreou uma ou duas vezes antes de continuar – acredito que o seu cavalo ainda esteja assustado.
 Jéssica se virou, toda a raiva desaparecida. Soltou um suspiro de alívio e agradecimento por não ouvi-lo bravo novamente. Pensou em Negrinho pela primeira vez e se preocupou com seus avós, na fazenda, sem saberem onde ela estava.
 – Ai, meu Deus! Quanto tempo eu fiquei apagada? O vovô e a vovó devem estar desesperados por minha causa. E o Negrinho? Ele está bem? Se eu não tivesse saído de casa, nada disso teria acontecido... – Jéssica estava à beira da histeria, andando de um lado para o outro.
 – Ei, psiu! Calma, Jéssica – Neto a puxara pelo braço, abraçando-a – Vai ficar tudo bem, não se preocupe. Você apagou apenas por duas horas. Eu levo você e explico o que houve para seus avós.
 Jéssica se sentiu enrubescida, mas aquele sentimento profundo de antes voltara e, por alguns segundos, seus pensamentos anuviaram. Então ela soltou-se um pouco do abraço apertado para continuar.
 – Bem, eu não sei onde estou, mas acho que você deve saber como se chega até a fazenda do Seu Sebastião, meu avô. Estou passando minhas férias lá.
 – É, eu sei mesmo. Moro aqui há menos de um ano e já conheço o Seu Sebastião. A fazenda dos meus pais fica alguns quilômetros pra frente.
 Neto pôs dois dedos na boca e assoviou alto. O cavalo cor-de-terra, agora tão escuro quanto Negrinho, aproximou-se, correndo. Para a surpresa de Jéssica, seu cavalo vinha logo atrás. Neto apanhou o lampião e subiu em seu cavalo. Com meio sorriso no rosto, aproximou-se da garota, oferecendo a mão para ajudá-la a subir.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Fúria de Titãs - filme

Bem, eu vi esse filme somente esses dias, mas mesmo assim vou falar dele. Fúria de Titãs é o tipo de filme que tem tudo o que eu curto: mitologia grega, atores bonitos, aventuras, morte, traição e romance *pouco, mas tem kk*.
Não é todo mundo que gosta desse tipo de história, mas eu recomendo mesmo assim pois os efeitos especiais do filme são muito fodas *em 3D deve ser MUITO melhor né, mas eu vi piratão mesmo u_u*, para se ter uma ideia, o orçamento foi de US$ 70 milhões.




Sinopse: Em 'Fúria de Titãs', a disputa pelo poder lança os homens contra os reis, e os reis contra os deuses. Mas a guerra em curso entre os deuses já é suficiente para destruir o mundo. Nascido de um deus, porém criado como homem, Perseu se vê indefeso para salvar a família da aniquilação por Hades, o vingativo deus do reino dos mortos. Sem nada a perder, Perseu se oferece como voluntário para comandar a perigosa missão de derrotar Hades, antes que este consiga obter poder de Zeus e instalar o inferno na Terra. Liderando um grupo de guerreiros, Perseu parte numa arriscada jornada nas profundezas dos mundos proibidos. Combatendo demônios cruéis e monstros terríveis, ele somente irá conseguir sobreviver se aceitar seu poder como um deus, desafiar a sorte e criar seu próprio destino.


Mais fotos.










Vejam vocês mesmo o trailer. Beijos.




       

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

O que eu estou lendo? [2]

Bem, na realidade ainda não estou lendo *dá um desconto pra uma menina que tem que estudar pra um exame de bolsa dia 7, escrever o conto, postar no blog e ler Dan Brown* mas eu já comprei o livro esses dias nas Lojas Americanas. Quando eu o vi, ele me olhou de volta e foi paixão à primeira vista. *-* Veja Julgando pela Capa...
Fallen, literalmente Caído, por Lauren Kate.




Algo parece estranhamente familiar em relação a Daniel Grigori. Solitário e enigmático, ele chama a atenção de Luce logo no seu primeiro dia de aula no reformatório. A mudança de escola foi difícil para a jovem, mas encontrar Daniel parece aliviar o peso das sombras que atormentam seu passado: um incêndio misterioso – que provocou a morte de seu namorado – levou Luce até ali. Irremediavelmente atraída por Daniel, ela quer descobrir qual é o segredo que ele precisa tanto esconder— uma verdade que poderia matá-la. Algo que, em suas vidas passadas, Daniel não conseguiu evitar. O reformatorio para onde Luce vai já está dividido, e ela tem que decidir ficar ao lado da sua paixão a vidas, "Daniel Grigori" Ariane, Penn e Gabee, que ela acredita estar a protegendo ou o encanto de "Cam", com seus amigos Molly e Roland. Qual é a escolha certa? Quem realmente quer o seu bem? /Wikipedia


Então, aí estava lendo pelo Wikipedia e descobri que é uma série, e os seguintes livros são Torment, Passion e Rapture. Parece que vai virar filme também, mas prefiro já ler o livro antes de ver o filme. Antes eu tinha pensado que era mais uma história sobre Vampiros, não tenho nada contra, mas já li muito por um bom tempo sobre esse assunto. Aí vi que o cara é um anjo, e estou doidinha pra saber mais sobre esse anjo (6) kkk.
Se alguém também já tinha ouvido falar ou já leu, comente aí. Beijos

domingo, 30 de janeiro de 2011

Capítulo 04

Passados alguns dias desde sua ida para a cidade, Jéssica estava sentada à mesa com todos os primos para tomar o lanche da tarde que sua avó Linda fazia todos os dias. Felipe e Alice estavam muito animados, pois no dia seguinte iriam partir de carro para uma pousada a alguns quilômetros da cidade.
– Bem, acho que o vovô e a vovó agüentam essa gurizada por alguns dias sem nós, não é, meu amor? – disse Felipe. Alice concordou com a cabeça, rindo, enquanto mastigava um pedaço de bolo de fubá.
– O vovô e a vovó eu não sei, mas que vocês vão ficar muuito bem, disso eu tenho certeza. – disse Vanessa, rindo e piscando para o irmão.
Jéssica já não escutava mais os primos conversarem e rirem. Ela olhou pela janela e viu como o dia estava lindo: claro e fresco, ainda que houvessem algumas nuvens carregadas. Então ela se lembrou do que tivera vontade de fazer o ano todo.
– Vovô, será que eu posso cavalgar o Negrinho? – perguntou, se lembrando de que aquele cavalo era o único que ela tinha coragem de montar, pois era o mais manso.
– Mas, minha querida, não vai demorar muito para escurecer... – interveio Dona Linda, preocupada.
– Acho que se ela for rápida, não haverá problema algum, Linda. – respondeu Seu Sebastião, em tom condescendente.
– Bom, então não demore muito, tudo bem? Até porque uma chuva daquelas está para cair... – Jéssica fez que sim com a cabeça, se levantando e saindo pela porta dos fundos.
Passou primeiro pela baia para pegar Negrinho, e depois o levou até o seleiro, onde selou e montou o grande cavalo, negro como a noite. Jéssica sempre admirara esse cavalo, pois apesar de sua imponente aparência, era tão dócil quanto um bezerro.
Ela cavalgava em direção a grandes pastos, onde haviam alguns ruminantes espalhados. Em poucos minutos se distanciara da fazenda, correndo por lugares onde não conseguia enxergar o fim do horizonte. Com o vento levantando seus cabelos, sentia cheiros que não saberia como distinguir, pois eram muitos. Flores silvestres, grama verde, eucalipto, terra molhada. Ela podia pensar em mil coisas diferentes.
Naquele momento, Jéssica se sentia uma só com toda a natureza a sua volta. Somente sua mente flutuava, ativa. Lembrava-se dos momentos maravilhosos que tivera com Fred durante quase 16 meses. Ela tivera certeza que havia encontrado o amor de sua vida a cada momento que admirava seus olhos, puro mel líquido.
Correr montada em Negrinho proporcionava-lhe uma sensação de pura adrenalina. Sentia seu rosto úmido, mas não saberia dizer se por causa da chuva, que começara fina como garoa da manhã e agora caía como pedaços de um céu de veludo negro, ou por causa das lágrimas que rolavam pelo seu rosto na forma de um sussurro silencioso.
O pasto, que chegava até a metade das longas patas de Negrinho, estava encharcado e pantanoso. Tudo aconteceu rápido demais para que Jéssica percebesse o que estava errado: antes que Negrinho pisasse a poucos centímetros de uma longa e grossa serpente, uma jibóia, o cavalo já estava sobre as duas patas traseiras, relinchando alto e assustado. Num impulso desesperado, Jéssica soltara as rédeas para se agarrar à sela, evitando cair de costas daquela altura perigosa.
          Mas o cavalo ainda estava assustado, e quanto mais pulava, mais Jéssica deslizava para o lado esquerdo da sela, em direção ao chão. Jéssica já não escutava mais os altos protestos do cavalo, nem os sentia cada vez que uma de suas patas deixava o chão, pois entrara num estado de dormência e medo profundos. Quando pensou que se soltaria de vez, sentiu braços e mãos envolvendo sua cintura e suas pernas, puxando-a para cima. Viu a crista e o cabelo bem aparados de um cavalo cor-de-terra e sentiu uma respiração quente e ritmada sobre o alto de sua cabeça molhada. Então se permitiu fechar os olhos e não pensou mais em nada.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Lugares que sonho em conhecer!

Vou compartilhar aqui com vocês um dos lugares mais bonitos, na minha opinião, e que eu sonho em conhecer algum dia *sonhar não paga nada, não é mesmo?! kk*
Mais especificamente escolhi esse lugar pois é onde foram as gravações da trilogia Senhor dos Anéis, e pelos filmes fiquei conhecendo partes desse país que me impressionaram muito.





















A Nova Zelândia é um país desenvolvido que se posiciona muito bem em comparações internacionais sobre o desenvolvimento humano (o terceiro no mundo), qualidade de vida, esperança de vida, alfabetização, educação pública, paz, prosperidade, liberdade econômica, facilidade de fazer negócios, falta de corrupção, liberdade de imprensa e proteção das liberdades civis e dos direitos políticos. Suas cidades também são consideradas as mais habitáveis do mundo. /Wikipedia
Essas regiões montanhosas, o clima ameno com temperaturas entre 5,9ºC e 20,3ºC, as paisagens lindas e cheias de verde... tudo isso me faz admirar muito esse lugar.
Com certeza a escolha desse país para a gravação dos filmes foi certeira, pois, apesar de eu ainda não ter lido os livros *mas eles estão na minha lista*, eu sei que o autor é muito minucioso em relação às suas descrições de paisagens, cidades e florestas.


Eu sei que nosso próprio país tem muitos lugares lindos de morrer também, e não quero que ninguém pense que eu sou do tipo que faz apologia aos estrangeiros, mas com certeza Nova Zelândia está no topo da minha lista de lugares que eu gostaria de conhecer. :D